Lavras Novas · Ouro Preto · Ibitipoca, Minas Gerais
A gente alugou um motorhome pra ver se aguentava
Dez dias por Minas com dois cachorros. Quebrou quase tudo e foi justamente isso que ajudou a decidir o resto.
Antes de construir o nosso motorhome, a gente precisava descobrir uma coisa básica: será que gostava mesmo dessa vida na prática?
Então alugamos um por dez dias, colocamos Bali e Vândalo dentro e saímos por Minas. A ideia era testar tudo o que até então existia na nossa cabeça: dormir, cozinhar, dirigir, trabalhar, cuidar dos cachorros e entender como seria dividir poucos metros quadrados durante vários dias.
Por que testar antes de construir
Construir um motorhome envolve muitas decisões que parecem simples no papel e mudam completamente quando você passa alguns dias vivendo dentro dele. Tamanho, layout, armazenamento, água, energia, espaço para os cachorros e até a forma de circular lá dentro começam a fazer muito mais sentido na prática.
Foi por isso que a gente quis testar antes de construir o nosso. A viagem ajudou a transformar várias ideias em decisões concretas sobre o que funcionava para nós quatro.
E aí começou o caos
Em Ibitipoca, várias coisas começaram a falhar quase ao mesmo tempo. Primeiro a bomba d'água, depois a energia, a bateria, a pia e o chuveiro. Tinha água no tanque, mas ela simplesmente não chegava onde precisava.
A gente teve que adaptar a rotina, usar banheiro e cozinha compartilhados e resolver cada problema conforme ele aparecia. E, na volta, ainda batemos a parte de baixo do motorhome num desnível e a válvula da água suja abriu no caminho.
O curioso é que nada disso fez a gente desistir da ideia. Pelo contrário, foi exatamente esse tipo de situação que mostrou o que precisaríamos pensar melhor na hora de construir o nosso.
O teste também era deles
Uma das maiores dúvidas era entender como Bali e Vândalo iam se adaptar a essa rotina. Em Ouro Preto, o Parque das Andorinhas não aceitava cachorros e, pela primeira vez, deixamos os dois sozinhos no motorhome enquanto fazíamos uma trilha.
A gente passou boa parte do caminho pensando se eles estariam bem. Quando voltamos, os dois estavam dormindo tranquilos. Foi uma primeira resposta importante: aquela vida também podia funcionar para eles.
E isso pesava tanto quanto qualquer decisão sobre layout, água ou energia. O projeto precisava funcionar para nós quatro desde o começo.
Foi aí que o plano ficou sério
Mesmo com tudo que quebrou, foi uma das viagens mais divertidas que a gente já fez. A gente riu muito, improvisou o tempo inteiro e viu Bali e Vândalo se adaptarem à estrada de um jeito que marcou a gente.
Pela primeira vez, conseguimos enxergar o motorhome como parte da nossa vida, algo que podia sair do imaginário e virar plano.
Depois daqueles dez dias, a conversa mudou de "imagina se um dia" para "como a gente faz isso acontecer?"
O resto está no vídeo: as imagens, as vozes e os perrengues que não cabem em texto.
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